"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas..." Sun Tzu
domingo, 8 de setembro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
Lista de grécia e roma
Lista de Grécia e Roma
Questão 01 - (ESPM)
(...) A batalha de
Maratona foi longa e cheia de peripécias. Os bárbaros conseguiram
desbaratar as fileiras do centro do exército ateniense, pondo em fuga os
remanescentes; mas as duas alas compostas de atenienses e plateus atacaram as
forças adversárias que haviam rompido o centro do exército, impondo-lhes
uma derrota irreparável. Vendo-as fugir lançaram-se em
sua perseguição, matando e esquartejando quantos encontraram pela
frente, até a beira mar, onde se apoderaram de alguns dos navios
inimigos.
(Heródoto.
História)
Assinale a alternativa
que apresente, respectivamente, o nome da guerra em que ocorreu a batalha de
Maratona bem como os bárbaros, mencionados no texto:
a) Guerra do Peloponeso – troianos;
b) Guerras Médicas – troianos;
c) Guerra do Peloponeso – persas;
d) Guerras Médicas – persas;
e) Guerras Púnicas – cartagineses.
Questão 02 - (Fac.
Direito de Sorocaba SP)
O fundamento do regime
democrático é a liberdade (realmente, costuma-se dizer que somente neste regime
participa-se da liberdade, pois este é, segundo se afirma, o fim de toda
democracia).
Aristóteles,
Política.
Entre os conflitos
sociais que levaram ao regime mencionado no texto, encontra-se a luta que opôs
a) os estrangeiros, que reivindicavam mais
direitos políticos para si, aos cidadãos atenienses, marcadamente xenófobos.
b) os eupátridas, proprietários de terras,
aos não proprietários, que sofriam com a frequente escravização por dívida.
c) os escravos e as mulheres, que não tinham
os seus direitos políticos garantidos, aos homens livres atenienses.
d) os defensores das reformas de Clístenes,
baseadas no princípio da isonomia, aos camponeses e artesãos, contrários a essa
ordem política igualitária.
e) os homens livres atenienses, defensores
dos valores democráticos, aos cidadãos de Esparta, favoráveis a governos
militares.
Questão 03 - (FGV)
Na Assembleia, (...)
que se reunia mais ou menos 40 vezes por ano, os atenienses discutiam e votavam
os principais problemas do Estado – declaravam guerra, firmavam tratados e
decidiam onde aplicar os recursos públicos. Do mais pobre sapateiro ao mais
rico comerciante, todos tinham oportunidade de expressar a sua opinião, votar e
exercer um cargo no governo.
(Flavio
de Campos e Renan Garcia Miranda, A escrita da história)
As mulheres atenienses
a) tomavam parte dessa instância política,
mas suas ações se limitavam aos temas relacionados com a família e a formação
moral e militar dos filhos.
b) não detinham prerrogativas nas atividades
públicas, mas possuíam direito de voto nessa Assembleia quando a decisão
envolvia guerras externas.
c) participavam de todas as atividades
públicas de Atenas, mas só tinham voz nessa Assembleia se estivessem
acompanhadas pelo marido ou filho.
d) não podiam participar dessa Assembleia, da
mesma forma como não tinham direito de exercer cargos administrativos, além da
restrição a herança e posse de bens.
e) ganharam o direito de voz e voto nessa
Assembleia a partir das reformas de Sólon, e com Clístenes seus direitos foram
ampliados.
Questão 04 - (IFSP)
As polis gregas
dependiam da mão-de-obra escrava. Havia uma certa variação entre homens livres
e escravos, como nos mostra a tabela abaixo.

Sobre a mão- de- obra
escrava nas polis é correto afirmar o seguinte:
a) deu origem a uma sociedade escravista,
isto é, o escravo era a base de toda a sociedade.
b) era usada somente à época da guerra,
quando se formavam os batalhões de soldados.
c) era tão numerosa que os escravos eram
confundidos com os cidadãos livres.
d) por haver um equilíbrio entre a população
livre e a escrava, a educação era dada igualmente a todos.
e) o equilíbrio numérico existente era devido
aos bons tratos que os escravos recebiam dos homens livres.
Questão 05 - (MACK SP)
“(...) Consta que a
concubina de Péricles, Aspásia, ajudou-o a escrever seus discursos. E a todos
surpreendia ver o grande estadista a cada manhã, ao sair de casa, despedir-se
de Aspásia com beijos.”
A
elevação do espírito:
600 a .C.-
400 a .C.
Rio de Janeiro, 1998
O texto acima,
referindo-se ao grande líder da cidade-estado de Atenas, Péricles, retrata as
contradições sociais existentes, não apenas em Atenas, mas em toda a Grécia. Sobre
a sociedade grega da época, podemos afirmar que
a) As condições sociais eram idênticas tanto
nas cidades-estados que evoluíram para regimes democráticos, como Atenas, por
exemplo, quanto nas póleis oligárquicas, como Esparta.
b) Em toda a Grécia, a sociedade era
predominantemente masculina, mas em disputas sucessórias familiares, em alguns
casos, o poder era exercido pelas mulheres.
c) A democracia, instituída pelas reformas de
Clístenes, era um sistema político que atendia aos interesses de apenas uma
minoria da população, estando excluídos os estrangeiros, os escravos e as
mulheres.
d) Em Atenas, as mulheres provenientes de
ricas famílias possuíam maior autonomia, pois eram consultadas e participavam
efetivamente das decisões políticas e assuntos relacionados ao destino da
pólis.
e) A estabilidade social, advinda das
reformas introduzidas por Clístenes, não foi acompanhada por estabilidade
econômica, já que foi a partir da conquista da democracia que os gregos
iniciaram seus conflitos com os persas.
TEXTO: 1 - Comum à
questão: 6
Ter Gutenberg escolhido
a Bíblia como primeiro livro a ser divulgado amplamente foi um gesto
revolucionário; foi colocar o sagrado em mãos profanas. Mas vai ser no século
XVIII, com o Iluminismo, aprofundando algumas questões colocadas pelo
Renascimento, que a leitura avança ainda mais, pois passou a traduzir para as
línguas ocidentais muitas das obras clássicas até então acessíveis apenas em
grego e latim, decorrendo daí uma maior popularização da tradição cultural do
Ocidente e do Oriente.
(Affonso
Romano de Sant´Anna. Ler o mundo.
S.Paulo: Global, 2011. p. 144)
S.Paulo: Global, 2011. p. 144)
Questão 06 - (PUCCamp
SP)
O helenismo foi um
fenômeno que traduziu a difusão de obras clássicas da cultura grega, à
medida em que
a) a expansão do império macedônico, após
este haver dominado o território grego e efetivado muitas trocas culturais com
essa civilização, incluiu a propagação da cultura helênica.
b) o império romano traduziu para o latim as
principais obras científicas, filosóficas e literárias da Grécia, incorporando
esse legado cultural, bem como as instituições políticas dessa civilização.
c) a biblioteca de Alexandria serviu de base
para a popularização da cultura grega em todo o Ocidente, até ser destruída por
um incêndio criminoso, no final da Idade Média.
d) o governo de Atenas se empenhou em fazer
circular as produções de seus pensadores e artistas, após ter vencido Esparta
na Guerra do Peloponeso, vitória que selou a unificação do território grego.
e) o Renascimento recuperou e valorizou as
referências estéticas da cultura grega, fazendo ressurgir o interesse por essa
civilização, do qual derivou o movimento batizado de helenismo.
Questão 07 - (UEG GO)
Ganhar
mais de 40 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos é fácil. Determine que todas as
escolas de seu país descubram os alunos de 3 a 13 anos que mais de destacam nas aulas de
Educação Física. Separe-os da família e interne-os em escolas de esportes até a
idade adulta. Distribua-os entre os esportes olímpicos em que têm mais chances
de medalha olímpica. Esse é, pelo menos o modelo que funcionou para a China nos
jogos de Pequim.
ESPECIAL OLIMPÍADAS. Época,
Globo, ed. 536, 25 ago. 2008. p. 153.
O
trecho da reportagem da revista Época enfoca o esforço nacional chinês
para obter sucesso nos Jogos Olímpicos de Pequim. Em termos comparativos, os
atuais estudos de História Antiga atestam que na Grécia, berço dos jogos,
existia grande competitividade entre as cidades-Estados. Filosoficamente, esse
espírito competitivo dos helenos atesta que:
a) a
preparação física, intelectual e cidadã dos jovens gregos era feita em
conjunto, portanto, uma vitória esportiva também representava um triunfo moral.
b) a
realidade dos Jogos Olímpicos da Antiguidade Clássica difere muito das
Olimpíadas modernas, não sendo possível traçar nenhum tipo de comparação entre
elas.
c) o
estabelecimento de modalidades, como arco e flecha e tiro ao alvo, em que a
concentração é mais importante do que a força, preserva o espírito olímpico.
d) o
lema “o importante é competir” não foi levado em consideração durante a
preparação dos atletas olímpicos chineses.
Questão 08 - (UNESP
SP)
Quando sua influência [de Péricles] estava
no auge, ele poderia esperar a constante aprovação de suas políticas, expressa
no voto popular na Assembleia, mas suas propostas eram submetidas à Assembleia
semanalmente, visões alternativas eram apresentadas às dele, e a Assembleia
sempre podia abandoná-lo, bem como suas políticas, e ocasionalmente assim
procedeu. A decisão era dos membros da Assembleia, não dele, ou de
qualquer outro líder; o reconhecimento da necessidade de liderança não era
acompanhado por uma renúncia ao poder decisório. E ele sabia disso.
(Moses I. Finley. Democracia
antiga e moderna, 1988.)
Ao
caracterizar o funcionamento da democracia ateniense, no século V a.C., o texto
afirma que
a) os
líderes políticos detinham o poder decisório, embora ouvissem às vezes as
opiniões da Assembleia.
b) a
eleição de líderes e representantes políticos dos cidadãos na Assembleia
demonstrava o caráter indireto da democracia.
c) a
Assembleia era o espaço dos debates e das decisões, o que revelava a
participação direta dos cidadãos na condução política da cidade.
d) os
membros da Assembleia escolhiam os líderes políticos, submetendo-se a partir de
então ao seu poder e às suas decisões.
e) os
cidadãos evitavam apresentar suas discordâncias na Assembleia, pois poderiam
assim provocar impasses políticos.
Questão 09 - (UFG GO)
Leia o fragmento a
seguir.
Tinha o desejo de
saber por que o Nilo começa a encher no solstício de Verão. De acordo com a
primeira explicação, são os ventos estivais que, desviando com seu sopro as
águas do Nilo, impede-as de ir para o mar, ocasionando a cheia. A segunda
versão é ainda mais absurda, embora encerre qualquer coisa de maravilhoso.
Dizem que o oceano envolve toda a terra, e que o Nilo está sujeito a inundações
porque vem do oceano. A terceira explicação é mais falsa. Com efeito, pretender
que o Nilo provém de fontes de neve equivale a não dizer nada. Como poderia ser
formado por fontes de neve se vem de um clima muito quente para um país
igualmente tórrido?
HERÓDOTO.
História. Rio de Janeiro: Jackson Inc.,
1964. p. 119-120. (Adaptado).
1964. p. 119-120. (Adaptado).
No fragmento
apresentado, escrito por volta de 440
a .C., Heródoto expõe diferentes visões para explicar os
motivos das cheias do rio Nilo, no Egito. A forma de exposição de Heródoto
expressa uma característica da pólis grega, associada
a) ao apego a modelos explicativos baseados
no empirismo.
b) à crença na interferência de elementos
míticos sobre os eventos naturais.
c) à especulação filosófica como forma de
transformar a realidade.
d) à relativização da verdade como meio para
alcançar o conhecimento.
e) ao exercício do diálogo constituído por
distintas opiniões sobre os acontecimentos.
Questão 10 - (UFTM MG)
Certa
ocasião, quando os espartanos enfrentaram os persas, em Termópilas, Êuritos e
Aristôdamos, dois guerreiros, foram dispensados do combate por estarem doentes
e tiveram permissão para regressarem a Esparta, caso quisessem. Êuritos
preferiu permanecer. Ficou, lutou e morreu. Já Aristôdamos regressou sem ter
combatido. Foi recebido com opróbio e desonra. Nenhum espartano queria ajudá-lo
a acender o fogo de sua casa, ninguém lhe dirigia a palavra e era chamado Aristôdamos, o Covarde.
(Heródoto. História.
Apud Teresa Van Acker. Grécia:
a vida cotidiana na cidade-estado, 1985.)
a vida cotidiana na cidade-estado, 1985.)
O
texto, cujo original é do século V a.C., exemplifica
a) a
falta de disciplina e de preparo militar dos espartanos, durante os combates
contra outros povos.
b) a
valorização da paz que prevalecia em Esparta e a diferenciava da beligerante
Atenas.
c) as
constantes epidemias que grassavam em Esparta e que inviabilizavam a maioria de
suas ações guerreiras.
d) os
valores e princípios militares que regulavam a educação e a sociedade
espartanas.
e) o
temor que os espartanos sentiam ao ver ameaçada sua democracia e o esforço
militar para defendê-la.
Questão 11 - (Fameca
SP)
Os romanos assimilaram
o modelo de conhecimento grego e, mais do que isso, ajudaram a universalizá-lo
por meio de suas conquistas. Mas Roma foi muito além da pólis grega ao criar um
Estado que unificou diferentes povos do mundo mediterrâneo. Os gregos excluíram
quase totalmente os estrangeiros da cidadania, enquanto os romanos desenvolveram
um sistema de leis e participação social válido em todo o Império,
ultrapassando o provincianismo típico da cidade-Estado grega. Os gregos
distinguiram-se pelos seus filósofos; o gênio de Roma encontrou expressão no
direito e no governo universal.
(Flávio
de Campos e Renan Miranda. A escrita da História, 2005.)
Os autores destacam a
a) importância da expansão territorial grega
para a difusão do racionalismo romano.
b) contribuição grega na política e na
sistematização das leis e do conhecimento.
c) rivalidade entre a civilização grega e a
romana, devido às divergências culturais.
d) exclusão dos estrangeiros do direito de
cidadania nos limites do Império Romano.
e) herança cultural de gregos e romanos,
apesar de suas diferenças políticas.
Questão 12 - (FUVEST
SP)
A escravidão na Roma antiga
a) permaneceu
praticamente inalterada ao longo dos séculos, mas foi abolida com a introdução
do cristianismo.
b) previa
a possibilidade de alforria do escravo apenas no caso da morte de seu
proprietário.
c) era
restrita ao meio rural e associada ao trabalho braçal, não ocorrendo em áreas
urbanas, nem atingindo funções intelectuais ou administrativas.
d) pressupunha
que os escravos eram humanos e, por isso, era proibida toda forma de castigo
físico.
e) variou
ao longo do tempo, mas era determinada por três critérios: nascimento, guerra e
direito civil.
Questão 13 - (IFSP)
A vida dos camponeses
na Antiguidade era muito difícil. Os produtos manufaturados nas cidades eram
muito mais caros que os produtos agrícolas produzidos por eles. Obrigados a
contrair dívidas, pois todo o comércio usava moedas, os credores cobravam juros
altíssimos, e os camponeses passaram a dar em garantia do pagamento de suas
dívidas a própria liberdade e a de seus descendentes. Nasceu assim, nas cidades
antigas como Atenas e Roma, a escravidão por dívidas.
Essa forma de
escravidão
a) existiu durante toda a Antiguidade e deu
origem ao colonato que, séculos depois, foi sucedido pela servidão medieval
apenas na Europa Ibérica.
b) foi extinta em Atenas por Clístenes, que
criou a democracia, dando direitos políticos a todos os cidadãos de Atenas. Em
Roma, foi extinta pelos 10 Mandamentos.
c) foi abolida em Atenas por Sólon que, não
aceitando a escravidão do grego pelo próprio grego, abriu caminho para o
conceito de cidadania. Em Roma, foi extinta pela Lei Licínia, propiciando um
aumento significativo da massa de plebeus.
d) voltou a existir na Idade Moderna, com a
vinda de enormes contingentes de africanos para as colônias inglesas do sul da
América do Norte. Iludidos, achavam que logo conquistariam a riqueza na
América.
e) foi extinta em Atenas, quando esta foi
destruída por Esparta, após a Guerra do Peloponeso. Em Roma, foi abolida por
Júlio César que, após conquistar a região da Gália, passou a levar os
prisioneiros gauleses como escravos.
Questão 14 - (UEM PR)
Sobre as artes e a
cultura na Antiguidade Clássica, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01. A historiografia atribui o nome de
Helenística à cultura iniciada sob o poder de Alexandre e seguida até o domínio
da Grécia pelos romanos.
02. Uma das principais expressões da arte
Helenística é o Cavalo de Troia, grande escultura em madeira com que os gregos
presentearam os troianos.
04. A Arte Romana assimilou da Arte
Grego-helenística a busca por expressar um ideal de beleza e da Arte Etrusca,
mais popular, a preocupação de expressar a realidade vivida.
08. Uma das características da arquitetura
romana é a utilização de arcos e abóbadas nas construções. Esses dois elementos
arquitetônicos permitiram aos romanos criar espaços internos livres do excesso
de colunas.
16. Tanto gregos como romanos esculpiam figuras
humanas. No entanto enquanto as esculturas romanas eram, em geral, uma
representação das pessoas, os gregos faziam esculturas que procuravam expressar
um ideal de beleza humana.
Questão 15 - (UFPR)
Considere as seguintes afirmativas que comparam o sistema republicano da
Roma Antiga com o sistema republicano brasileiro atual:
1. Uma das
principais diferenças entre o sistema republicano moderno e o sistema
republicano romano antigo refere-se à incorporação feita pelo sistema atual da
divisão de poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), defendida por
pensadores iluministas para conter regimes absolutistas.
2. O
sistema republicano romano antigo constituiu uma representatividade ampla e
igualitária para patrícios e plebeus, cujo modelo foi adotado pelos sistemas
republicanos modernos, que inspiraram o modelo brasileiro.
3. O
Senado vigente na república romana antiga era composto por membros vitalícios,
que exerceram grande poder legislativo e executivo, e representou os interesses
de uma parcela da população (os patrícios), enquanto o Senado brasileiro atual
pertence ao poder legislativo, sendo eleito por sufrágio universal direto para
mandatos de tempo limitado.
4. Em
ambos os casos, a república foi instituída para substituir uma monarquia e
inicialmente conferiu poder a uma restrita parcela da população, em sua maioria
proprietária de terras, deixando boa parte da população sem acesso direto à
representatividade no poder.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
b) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são
verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 1 e 2 são
verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 3 e 4 são
verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são
verdadeiras.
Questão 16 - (UCS RS)
A religiosidade grega
exerceu grande influência sobre a romana. Muitos deuses gregos foram adotados
pelos romanos, que mudaram seus nomes, porém mantiveram suas atribuições.
Assinale a alternativa
que estabelece uma relação correta entre os nomes dos deuses e suas
atribuições.

Questão 17 - (UFPE)
O contributo das
culturas grega e romana da Antiguidade às sociedades ocidentais ainda é bem
perceptível na contemporaneidade. A esse respeito, analise as proposições a
seguir.
00. O teatro romano ainda hoje é referência nas
artes cênicas, pela profundeza com que eram abordados os temas nas peças
encenadas.
01. Uma grande contribuição romana à arquitetura
foi a técnica de construção de cúpulas em tijolo e pedra.
02. As formas de fazer as leis, sua
interpretação e as ideias jurídicas fazem parte da herança romana ao Direito,
no Ocidente.
03. As filosofias romana e grega ainda oferecem
pontos de reflexão para o homem ocidental, dada a sua profundidade e
originalidade.
04. O latim foi um elemento importante na
dominação dos povos conquistados pelos romanos, sendo a base de línguas
europeias da atualidade.
Questão 18 - (UFRN)
Enfrentando grandes
dificuldades desde o século III, o Império Romano do Ocidente fragmentou-se
após as invasões dos povos bárbaros e, nesse território, formaram-se novas
sociedades. Os historiadores consideram esse período como uma nova fase na
história da chamada Europa Ocidental: a Alta Idade Média, marcada
principalmente
a) pelo poder
centralizado nas mãos dos reis, garantindo a estabilidade dos novos Estados que
se formaram.
b) pela religião cristã,
que favoreceu a mescla dos elementos culturais romanos e germânicos.
c) pela prosperidade das
cidades, lugares preferidos pelos povos germânicos para se fixarem.
d) pelo predomínio do
regime escravocrata, o qual sustentava uma economia comercial dinâmica.
Questão 19 - (UNICAMP
SP)
Por que as pessoas se
casavam na Roma Antiga? Para esposar um dote, um dos meios honrosos de
enriquecer, e para ter, em justas bodas, rebentos que, sendo legítimos,
perpetuassem o corpo cívico, o núcleo dos cidadãos. Os políticos não falavam
exatamente em natalismo, futura mão de obra, mas em sustento do núcleo de
cidadãos que fazia a cidade perdurar exercendo a “função de cidadão” ou devendo
exercê-la.
(Adaptado
de P. Ariès e G. Duby, História da Vida
Privada. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. v. 1, p. 47.)
Privada. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. v. 1, p. 47.)
a) Por que o casamento tinha uma conotação
política entre os cidadãos, na Roma Antiga?
b) Indique dois grupos excluídos da cidadania
durante a República romana (509-27
a .C.).
Questão 20 - (PUC SP)
As
Guerras Púnicas, entre romanos e cartagineses, duraram de 264 a 146 a .C. Entre seus
resultados finais, podemos considerar que elas
a) contiveram
a expansão romana em direção ao mar Mediterrâneo, pois as ilhas ao sul da
península itálica passaram ao controle cartaginês.
b) fortaleceram
a presença romana na região do mar Mediterrâneo, com o estabelecimento de
províncias nas terras conquistadas.
c) eliminaram
os gastos militares do Império Romano, pois impediram o surgimento de revoltas
e tensões sociais.
d) permitiram
a expansão comercial de Roma por toda a península itálica e em direção ao
ocidente, com a decorrente conquista da Gália.
e) reduziram
consideravelmente o número de escravos no Império Romano, pois a maioria deles
foi alistada nas tropas e morreu em combate.
GABARITO:
1) Gab: D
2) Gab: B
3) Gab: D
4) Gab: A
5) Gab: C
6) Gab: A
7) Gab: A
8) Gab: C
9) Gab: E
10) Gab: D
11) Gab: E
12) Gab: E
13) Gab: C
14) Gab: 29
15) Gab: B
16) Gab: C
17) Gab: FVVFV
18) Gab: B
19) Gab:
a) O candidato deveria relacionar o
casamento, na Roma Antiga, com a continuidade do núcleo dos cidadãos, a
legitimidade e o fortalecimento do corpo cívico – que era restrito aos nascidos
de pessoas da mesma condição.
b) A cidadania era restritiva na República
romana e a maior parte das pessoas era excluída. Entre os grupos que não tinham
plenos direitos e deveres estão as mulheres, os escravos, os estrangeiros, as
crianças, os libertos, além dos plebeus em determinados períodos.
20) Gab: B
Entenda a guerra civil da Síria
O contestado presidente sírio Bashar al-Assad, da minoria alauíta, enfrenta uma rebelião armada que tenta derrubá-lo -e agora, também a perspectiva de sofrer um ataque aéreo liderado pelos Estados Unidos.
No início, a rebelião, iniciada na cidade de Daraa, tinha um caráter pacífico, com a maioria sunita -que se considera prejudicada pelo governo- e a população em geral reivindicando mais democracia e liberdades individuais, inspirados pelas revoluções da chamada "Primavera Árabe" no Egito e na Tunísia.
Eles também acusavam o governo de corrupção e nepotismo.
Em um episódio na cidade, crianças que pichavam muros teriam sido presas e torturadas, o que gerou revolta.
Aos poucos, com a repressão violenta das forças de segurança, os protestos foram se espalhando pelo país e se transformando em uma revolta armada, apoiada por militares desertores e por grupos islamitas como a Irmandade Muçulmana do Egito, com o objetivo de derrubar o regime.
Assad se recusou a renunciar, mas fez concessões para tentar aplacar os manifestantes.
Ele encerrou o estado de emergência, que durou 48 anos, fez uma nova Constituição e realizou eleições multipartidárias.
Mas as concessões não convenceram a oposição, que continuou combatendo e exigindo sua queda.
A mediação de paz feita pela ONU, inicialmente com o ex-secretário-geral Kofi Annan e depois com o diplomata Lakhdar Brahimi, também fracassaram.
O regime argumenta que a rebelião é insuflada por terroristas internacionais, com elos com a rede terrorista da Al-Qaeda, cujo objetivo é criar o caos, e que está apenas se defendendo para manter a integridade nacional.
O conflito se generalizou pelo país. Ele tem sido marcado por derrotas e vitórias dos dois lados, e pelo grande número de mortes, apesar de o governo ter ganho terreno nas últimas semanas.
A fragmentada oposição síria tenta se organizar para uma possível tomada de poder, mas queixa-se de falta de apoio das potências ocidentais, que se mostram reticentes em entrar no conflito.
A guerra civil síria reviveu as tensões da Guerra Fria entre Ocidente e Oriente, por conta do apoio da Rússia ao regime sírio.
Desde o início do conflito em março de 2011, os EUA se limitam a oferecer apoio não letal aos rebeldes e a fornecer ajuda humanitária.
Em junho, a administração Obama prometeu "apoio militar" aos rebeldes, embora tenha mantido certa indefinição sobre a natureza dessa ajuda.
Os EUA têm pouco apetite para intervir na região, uma vez que a rebelião é cada vez mais dominada por militantes islamitas com vínculos com a Al-Qaeda.
A Rússia, que tem interesses econômicos e estratégicos na região, é a principal aliada do governo sírio, e tem vetado resoluções sobre a Síria no âmbito do Conselho de Segurança.
China, que também tem poder de veto no Conselho de Segurança, e Irã também são importantes aliados do presidente sírio Assad. Ele também tem apoio do movimento xiita libanês Hezbollah.
Armas químicas
Em 21 de agosto, a oposição denunciou mais de mil mortos em um massacre com uso de armas químicas em subúrbios de Damasco controlados pela oposição. Já havia relatos anteriores de uso de armas químicas pelo regime.
Em 21 de agosto, a oposição denunciou mais de mil mortos em um massacre com uso de armas químicas em subúrbios de Damasco controlados pela oposição. Já havia relatos anteriores de uso de armas químicas pelo regime.
O governo vem negando essas acusações, apesar de o Ocidente dizer ter provas em contrário.
Observadores da ONU foram autorizados a irem até o local para investigar se houve uso de armas químicas.
Se confirmado, o incidente pode se tornar o mais grave com uso de armas químicas no planeta desde os anos 1980.
Após o incidente, aumentaram as conversas sobre uma possível intervenção internacional no país, liderada pelos EUA.
O Conselho de Segurança se reuniu, mas não chegou a acordo, pois Rússia e China usam seu poder de veto para barrar uma resolução que permitiria atacar a Síria.
O Parlamento do Reino Unido, por sua vez, votou contra sua participação na ação, e o premiê David Cameron disse que acataria a decisão de não participar de um ataque. Apesar disso, ele manifestou apoio à decisão de Obama de agir por sua conta.
No dia 31 de agosto, Obama fez um pronunciamento dizendo que decidiu que o país deve adotar uma ação militar contra alvos do governo sírio, mas ressaltou que irá buscar a aprovação do Congresso norte-americano antes de fazê-lo.
O Senado deve começar a discutir e votar o projeto que autoriza a intervenção na semana que começa no próximo dia 9 de setembro.
A expectativa é que, na semana seguinte, ele seja votado pela Câmara de Representantes.
Há posições divergentes sobre o ataque tanto no situacionista Partido Democrata como no oposicionista Partido Republicano, e não é certo que Obama consiga o aval dos congressistas. Questionado repetidas vezes por jornalistas, ele não disse se pretende atacar mesmo que perca alguma votações.
A reunião do G20, em São Petersburgo, mostrou que os países economica e politicamente mais importantes do mundo estão divididos em relação ao ataque.
O governo da presidente brasileira Dilma Rousseff é contrário a uma intervenção militar sem o aval da ONU e defende uma solução negociada.
A oposição síria espera ansiosamente o ataque americano, e emitiu comunicado dizendo que a ajuda deve vir também em armas.
Obama já disse que o ataque previsto é "limitado" e não prevê tropas em terra, mas está inserido em uma estratégia maior cujo objetivo pe "mudar o regime" na Síria.
O Papa Francisco também se pronunciou sobre a crise síria, condenando o uso de armas químicas, mas se dizendo contra mais uma guerra.
Ele pediu um dia de jejum e orações, neste sábado, 7 de setembro, em intenção do povo sírio.
Leia abaixo algumas das datas do conflito:
2011
- 23 de março: Ao menos 100 pessoas são mortas pelas forças de ordem durante manifestações em Deraa (sul), berço da revolta uma semana antes (militantes e testemunhas).
- 23 de março: Ao menos 100 pessoas são mortas pelas forças de ordem durante manifestações em Deraa (sul), berço da revolta uma semana antes (militantes e testemunhas).
- 31 de julho: 100 mortos e dezenas de feridos durante uma vasta ofensiva do Exército em Hama (centro).
2012
- 4 de fevereiro: Mais de 230 civis, incluindo dezenas de mulheres e crianças, são mortos em uma noite em Homs (centro) em bombardeios do Exército.
- 4 de fevereiro: Mais de 230 civis, incluindo dezenas de mulheres e crianças, são mortos em uma noite em Homs (centro) em bombardeios do Exército.
- 25 de maio: Ao menos 108 mortos em um massacre em Hula (província de Homs). Uma Comissão de investigação da ONU afirma que as forças pró-Assad são responsáveis por muitas mortes.
- 6 de junho: Mais de 100 pessoas são mortas, incluindo mulheres e crianças em Al-Kubeir (província de Hama). O OSDH e a oposição acusam os "shabbihas" (milícias pró-regime) pelo massacre.
- 21 de junho: Quase 170 mortos, incluindo 104 civis.
- 12 de julho: Em Treimsa (província de Hama), bombardeios e combates fazem mais de 150 mortos, incluindo dezenas de rebeldes. A oposição e uma parte da comunidade internacionalchamam esta operação de 'massacre'.
- 19 de julho: A repressão e os combates fazem mais de 300 mortos, em seu maioria civis, em todo o país.
- 6 e 7 de agosto: Quase 500 mortos, incluindo mais de 300 civis, em todo o país. Em 11 e 12 de agosto, quase 300 mortos, particularmente em Aleppo (norte). Agosto foi o mês com o maior número de mortos na revolta síria.
- 20-26 de agosto: Operação militar contra Daraya: mais de 200 corpos são encontradosnesta periferia rebelde de Damasco.
- 20 de setembro: 225 mortos, incluindo dezenas durante um ataque contra um posto de gasolina da província de Raqa (norte).
- 26 de setembro: Ao menos 305 mortos, incluindo 199 civis.
- 23 de dezembro: Mais de 60 civis mortos em um ataque do Exército em frente a uma padaria perto de Hama (centro). Segundo a organização Human Rights Watch, os ataques contra filas de espera mataram dezenas de civis.
2013
- 15 de janeiro: 87 mortos em bombardeios contra a universidade de Aleppo. Rebeldes e regime negam responsabilidade no ataque.
- 15 de janeiro: 87 mortos em bombardeios contra a universidade de Aleppo. Rebeldes e regime negam responsabilidade no ataque.
- 29 de janeiro: quase 80 corpos de jovens executados são encontrado em um rio em Aleppo.
- 21 de fevereiro: mais de 100 pessoas são mortas, em sua maioria civis, em atentados em Damasco.
- 11 de junho: Sessenta xiitas, em sua maioria combatentes pró-regime, são mortos na província de Deir Ezzor (leste). Com a intensificação dos combates, os balanços do OSDH ultrapassam quase todos os dias os 100 mortos.
- 21 de agosto: A oposição acusa o regime Assad de matar 1.300 pessoas em um ataque com armas químicas perto de Damasco e a comunidade internacional de ser "cúmplice por seu silêncio".
- 22 de agosto: Corpos continuam sendo encontrados após o ataque supostamente com armas químicas em um subúrbio de Damasco. Segundo a oposição, número de mortos deve subir. A França defende o uso de força caso o uso de armas químicas seja confirmado, e a Turquia pede intervenção internacional. Já o Irã defende o governo sírio.
- 23 de agosto: Ativistas da Síria tentam entregar à ONU amostras de vítimas de ataque para comprovar o uso de armas químicas. O enviado especial da Liga Árabe e da ONU, Lakhdar Brahimi, diz que o conflito sírio é a maior ameaça à paz mundial. Obama diz que acusações de ataque químico na Síria são "preocupantes". Rússia rejeita uso de força, mas pede investigação.
- 24 de agosto: A ONG Médicos Sem Fronteiras diz que 355 dos mortos em Damasco apresentavam sintomas neurotóxicos. O regime sírio acusa os rebeldes de terem usado as armas químicas. O secretário americano de Defesa, Chuck Hagel, diz que o Pentágono já mobiliza forças para uma possível ação militar contra a Síria caso o presidente Barack Obama decida por esta opção.
- 25 de agosto: Governo sírio diz que permitirá o acesso dos inspetores da ONU a local de suposto ataque químico. Regime também afirma que qualquer ação dos EUA "inflamaria o Oriente Médio". O Papa Francisco pede um esforço internacional para acabar com a crise no país.
- 26 de agosto: Inspetores da ONU seguem para local de suposto ataque químico em Damasco e conversam com vítimas. Comboio sofre ataque no caminho, mas ninguém fica ferido - governo e oposição trocam acusações sobre autoria dos disparos. Declarações de Reino Unido e França indicam que possibilidade de intervenção aumentou. Rússia diz que ataque sem aval da ONU será uma "violação grave". Em entrevista Assad diz que EUA irão fracassar se tentarem invadir a Síria. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, diz que o uso de armas químicas na Síria foi "real e convincente" e baseado em fatos. Rebeldes assumem controle de cidade estratégica no norte e 50 combatentes pró-governo são mortos.
- 27 de agosto: Segunda visita de inspetores da ONU a local de ataques é adiada. O premiê britânico chama o Parlamento para discutir a situação da Síria, e o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, diz que as forças armadas americanas estão prontas para "agir imediatamente" contra a Síria, a partir de uma ordem do presidente Barack Obama. A imprensa americana diz que o ataque, que seria realizado nos "próximos dias", seria breve, limitado e pontual, sem o propósito de derrubar Assad. Obama e Cameron conversam por telefone sobre a crise.
- 28 de agosto: Ban Ki-Moon pede aos membros do Conselho de Segurança que se unam para "atuar pela paz" na Síria. Investigadores da ONU retomam visitas - órgão anuncia necessidade de mais quatro dias de trabalhos. O regime sírio acusa os rebeldes de terem feito o ataque para forçar uma intervenção. As potências pressionam a Rússia a apoiar a resolução que permite o ataque, mas afirmam que devem atacar a Síria mesmo sem o aval do Conselho de Segurança. O Reino Unido garante que não haverá ações no país antes do fim das investigações da ONU. Obama diz que ainda não se decidiu sobre ação militar na Síria.
- 29 de agosto: Inspetores da ONU anunciam que vão apresentar os dados preliminares de suas pesquisas sobre suposto ataque químico no dia 31. Rússia diz que projetos de intervenção na Síria são um "desafio" aos princípios da Carta da ONU. O Reino Unido publica relatórios que afirmam que é legal atacar Síria mesmo sem aval da ONU. Assad diz que a Síria vai se defender diante de qualquer agressão, e o Egito se posiciona contra a intervenção militar no país. O premiê britânico diz que a responsabilidade do ataque na Sírianão é 100% clara, e o parlamento britânico vota contra sua moção por um ataque à Síria. Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Síria acaba em impasse.
- 30 de agosto: Após rejeição britânica a uma ação na Síria, a Rússia diz ser contrária a qualquer resolução que permita uma intervenção militar e a Alemanha descarta participar. Já a França diz que decisão de Londres não muda sua vontade de agir e punir Assad. Israel mobiliza seus sistemas antimísseis em Tel Aviv. O premiê britânico diz que não deve desculpas a Obama por revés na Síria, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, apresentando um relatório de inteligência sobre o ataque, diz que ele matou 1.429 pessoas, 426 delas crianças. Obama afirma que o regime Assad precisa ser punido, mas diz que ainda não tomou a "decisão final" sobre o ataque. O governo sírio reage ao relatório, que classifica como "mentiras" e uma "tentativa desesperada" de justificar um ataque.
-31 de agosto: Obama afirma que vai atacar a Síria, mas disse que, antes disso, vai buscar apoio do Congresso.
- 1º de setembro: O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, diz que gás sarin foi usado no ataque. O governo sírio voltou a dizer que uma ação americana na região seria, na prática,um apoio à rede terrorista da Al-Qaeda. Os ministros árabes das Relações Exteriores pediram que a Organização das Nações Unidas (ONU) e a comunidade internacional"assumam suas responsabilidades" na crise síria
-2 de setembro: A Rússia disse não estar convencida sobre as provas apresentadas pelos EUA sobre o suposto ataque químico e afirmou que pretende mandar uma comissão parlamentar ao Congresso americano para pressionar contra o ataque. Assad afirmou que o Oriente Médio é um "barril de pólvora" e advertiu para os riscos de uma "guerra regional" caso as potências ataquem. Analistas criticam a "indecisão" das potências ao lidar com a crise síria e afirmam que Obama tomou uma decisão arriscada ao levar o debate para o Congresso.
-3 de setembro: O número total de refugiados por causa da guerra civil na Síria chegou a 2 milhões, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur. De acordo com um informe da agência, não há previsão de melhora na situação. Israel faz um teste de míssil no Mediterrâneo, em conjunto com os EUA, aumentando a tensão regional. O Pentágono afirma que o teste não tem relação com a Síria. Obama afirma que a ação na Síria será limitada, mas parte de uma estratégica para derrubar o regime Assad. O presidente da Câmara dos EUA, republicano John Bohener, anuncia apoio ao ataque e pede que seus colegas o sigam.
-4 de setembro: O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmaque Moscou não descarta aceitar uma ação militar contra o regime Assad, se ficar demonstrado que ele usou armas químicas contra a população, em entrevista divulgada pelo Kremlin. O vice-chanceler sírio diz que o país não cederá mesmo que o possível ataque ocidental provoque a terceira guerra mundial. Obam reafima que o mundo não pode ficar parado diante da situação síria. O Comitê de Relações Exteriores do Senado aprova, por 10 votos a 7, o projeto que autoriza o governo americano a atacar a Síria. O texto agora precisa ser aprovado pelo plenário do Senado e também da Câmara de Representantes, o que deve ocorrer apenas na próxima semana.
-5 de setembro: As acusações de que o regime sírio utilizou armas químicas em 21 de agosto são um "pretexto" para atacar a Síria, afirma o guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. O presidente russo Putin põe a Síria na agenda do G20; ele quer pressionar Obama a desistir do ataque. O Reino Unido diz ter novas provas do uso de armas químicas no país. A embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, diz que a Rússia mantém o Conselho de Segurança refém na crise síria. As divisões no G20 em relação ao ataque persistem, segundo o premiê italiano, Enrico Letta.
-6 de setembro: Obama afirma que a maioria dos países do G20 está de acordo em atribuir o ataque químico ao regime sírio. Uma coalizão de 11 países pediu uma "resposta internacional forte" à Síria, segundo a Casa Branca. Putin não muda de posição sobre o ataque. O líder da maioria republicana na Câmara de Representantes, Eric Cantor, disse que espera que a resolução sobre Síria seja votada na casa "em duas semanas".
-7 de setembro: Obama pede ao Congresso que não fique "de olhos vendados" em relação ao uso de armas químicas na Síria. Os chanceleres da União Europeia pedem uma "resposta forte" ao ataque químico, mas sem aderir à proposta de ataque levada pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry
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